10/12/2017 - 15:48

Fiscalização dobra a atenção para o controle de ambulantes este mês

Nos arredores da Praça da Bandeira é onde a maioria dos ambulantes se concentra

Autor: Mariana Viana

Com a chegada das comemorações do fim de ano, o número de vendedores ambulantes no Centro Teresina tende a aumentar, especialmente, devido ao crescimento do número de consumidores, logo, a região se torna lucrativa neste período. Para inibir o aumento exagerado desse tipo de comércio, Enéas Costa, gerente de fiscalização da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU Centro/Norte), afirma que a Prefeitura reforça a fiscalização no Centro.

“Todos os anos, a gente observa que mais vendedores frequentam o Centro no final do ano, por isso, há uma fiscalização maior no sentindo de coibir o comércio ambulante. No entanto, sabemos também que esse tipo de comércio é provisório, logo que termina o mês de dezembro, há uma diminuição da quantidade de vendedores”, explica Enéas.

Foto: Francisco Gilásio/Diário do Povo

Nos arredores da Praça da Bandeira é onde a maioria dos ambulantes se concentra. Na região, tem muitas pessoas comercializando os mais diversos tipos de produtos, como meias, acessórios para telefones celulares, brinquedos e até enfeites natalinos. Além disso, há um número considerável de pessoas vendendo picolés, água de coco e mineral.

Entre esses tipos de vendedores, o que se observa é que não possuem ponto fixo, alguns, inclusive, seguram os produtos nas mãos ou os põem no chão de modo a serem recolhidos facilmente.

Sobre o que há de irregular na prática do comércio ambulante, o gerente de fiscalização da SDU explica que as equipes que monitoram o Centro de Teresina observam principalmente se os vendedores ocupam as calçadas ou atrapalham a passagem dos pedestres. “Eles não devem bloquear ruas ou calçadas. Tanto que os vendedores de picolé, por exemplo, trabalham tranquilamente”, acrescenta. Dessa forma, é proibido aos vendedores ambulantes se instalarem em pontos fixos.

José Wilson Marques, 41 anos, vendedor de acessórios para celular (fones de ouvido, capinha, película, carregadores, etc), é uma das pessoas que costumam vender seus produtos no Centro durante o último mês do ano como forma de aumentar a renda da família.

“Sou casado e tenho um filho adolescente. A gente vive de vender produtos variados em uma lojinha no (bairro) Parque Piauí. Aí, nos meses de férias e final do ano, eu deixo minha esposa e meu filho na loja e trago alguns produtos para vender aqui, no Centro. Assim, a gente consegue aumentar as vendas”, explica.


Fonte: Diário do Povo