19/06/2017 - 08:53

Lei da Licitação é prejudicada com a corrupção, diz Sílvio Mendes

Presidente da FMS Silvio Mendes não acredita que a corrupção vai acabar.

Autor: Marcelo Rocha

A Lei da Licitação não garante a lisura em um processo de aquisição de algum equipamento e material ou a construção de obras de interesse de uma prefeitura, governo estadual ou federal. Nem sempre é o melhor preço que ganha uma licitação.

Foto/Thiago Amaral 

O acordo que alguns gestores públicos fazem com os fornecedores mudam os resultados e aumentam os valores na compra de medicamentos, construção de hospitais e estradas, por exemplo. Essa é a opinião do presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e ex-prefeito de Teresina, Sílvio Mendes.  

Ele lembra o escândalo que o Brasil vive hoje, ao ser constatado que através de processos licitatórios aparentemente legais, bilhões de reais foram desviados dos cofres públicos da União. Para ele, a Lei de Licitação é boa, porém não quer dizer que  vá garantir que seja honesta. Sílvio Mendes considera que isso que está sendo provado e mostrando que o que vinha ocorrendo no país é muito ruim.

“A sensação que eu tenho como cidadão, olhando para as notícias que são divulgadas, é que o Brasil está sendo administrado por várias quadrilhas de ladrões. Onde é que esse pessoal está guardando tanto dinheiro? Porque o volume é muito grande. Que loucura é essa?” questionou Sílvio Mendes.

 Ele lembrou, ainda, que a história do Brasil ensina que desde o império de Dom João IV, que foi sustentado pelos traficantes de escravos e por isso mesmo o Brasil demorou libertar esses escravos, essa história vem acontecendo.

Sílvio Mendes afirma que todo candidato é financiado, economicamente, por amigos ou empresas. Mas, ele considera assustador o que está sendo mostrado e que vem sendo feito pelos políticos no país, onde recursos são recebidos não para a campanha eleitoral e sim para enriquecer muita gente.

 O secretário municipal de Saúde não acredita que essa corrupção existente entre os empresários e os políticos vá acabar. No entanto diz que o Brasil que é dirigido e foi dirigido por quadrilhas, precisa sim tomar outro rumo, trazendo moralidade para a administração pública.


Fonte: Diário do Povo