04/04/2014 - 10:36
Créditos: Gabriel Tôrres/CT

Wilson Martins renuncia e Zé Filho presta juramento como 51º governador do Estado

Cerimônia de posse do novo governador aconteceu na Assembleia Legislativa

Autor: Rodrigo Antunes

Créditos: Gabriel Tôrres/CT Posse de novo governador Posse de novo governador

Atualizada às 13h30

A Assembleia Legislativa do Piauí deu posse ao novo governador Antonio José de Moraes Souza Filho, o Zé Filho (PMDB) na manhã desta sexta-feira (04). Na sessão extra, onde estiveram presentes os deputados estaduais, vereadores de Teresina, deputados federais, os senadores João Vicente (PTB) e Ciro Nogueira (PP), lideranças do interior, correligionários e militantes do PMDB, além do prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB).

A chegada do novo governador

Zé Filho chegou à Alepi pouco mais das 10hs, acompanhado de sua esposa, a deputada Juliana Moraes Souza (PMDB), filhas e outros parentes. Com semblante tranquilo, o até então vicegovernador foi recebido pelo presidente da casa, deputado Themístocles Filho (PMDB) e levado até a sala da presidência, onde se encontravam Wilson Martins (PSB) e sua esposa, Lílian Martins. Após uma reunião rápida, a casa deu início a sessão para leitura da carta de renúncia.

Em chegada assediada pela imprensa, todos foram juntos para o plenário. Wilson Martins, carregava um semblante calmo, porém, não muito alegre. Em entrevista rápida antes de entrar no plenário, Wilson disse que saía do cargo orgulhoso, satisfeito e com a sensação de dever cumprido.

“Me sinto orgulhoso, satisfeito e sobretudo com a missão do dever cumprido a frente do governo do Piauí”, disse Wilson.

A carta de renúncia

A carta de renúncia foi levada pelo até então secretário de governo, Wilson Brandão (PSB). Já no plenário, a carta foi lida pelo deputado e primeiro secretário da mesa, deputado Fábio Novo (PT). Em ato contínuo, o presidente anunciou vacância do cargo e empossou o novo governador, Zé Filho. Após assinatura do termo de posse, foi feito o juramento, e então os discursos do presidente da Alepi e do novo governador.

O discurso de posse

O novo governador começou seu discurso ainda na euforia dos aplausos da posse. Citando frase de John Kennedy, Roosevelt, Ghandi e Bill Gates, explicou sua vida pública, seu papel como vice e suas lutas. Visivelmente emocionado, mas sem excessos, Zé Filho iniciou sua fala na tribuna agradecendo família, amigos e seus pais (in memorian), a quem atribuiu toda sua trajetória política.

Sobre gestão, destacou o nome continuidade, falando em obras importantes iniciadas por Wilson Martins e que garantiu o término em seu governo. Zé Filho elogiou a educação e saúde e também garantiu a continuidade das ações de seu colega Wilson Martins.

Na questão da formação de emprego, Zé Filho, que também é empresário, falou de desenvolvimento, acalmou os investidores e disse que o estado estaria disposto a incentivar a vinda de novas empresas para o estado, com incentivos fiscais e busca por maior tecnologia.

Pediu união da classe política e alfinetou senadores

Como já esperado, o novo governador, que reafirma não disputar nenhum cargo este ano, disse que era hora de “se despir das vaidades e buscar mais desenvolvimento para o Piauí”, e em seguida se dirigiu aos políticos presentes. Aos deputados estaduais, pediu ajuda para governar, mas, o foco foi o pedido que fez à bancada federal, se dirigindo principalmente aos senadores presentes, Ciro Nogueira e João Vicente Claudino.

O novo governador cobrou celeridade na busca por obras que são motivo de chacota, como o porto de Luís Correia e a reativação da ferrovia que liga Teresina a Parnaíba. Aos deputados federais pediu união na busca por um governo de desenvolvimento e continuidade.

Demonstrou mágoa com as críticas que sofreu e alfinetou novamente

Nas últimas semanas, partidários de PMDB e PSB iniciaram uma central de boatos com relação ao destino do governo Zé Filho. Busca por indicações, cargos e ‘acomodamento’ de aliados foram motivos de manchetes na imprensa nas ultimas semanas. Em seu discurso, Zé Filho respondeu dizendo que esteve em silêncio e mergulhado na fé para que não se abatesse aos ataques da crítica e de pré-julgamentos feitos a sua pessoa.

Em determinado momento Zé Filho se dirigiu a sua esposa, Juliana Moraes Souza, e disse que venceu, segurou o fardo, resistiu às pedradas e às críticas, causando silêncio e abaixar de cabeça de Lílian e Wilson Martins. Zé Filho disse ainda que irá ser governador para ajudar os irmãos piauienses a ter uma melhor qualidade de vida. Em uma fala visivelmente de resposta, Zé Filho disse ainda que foi pré-julgado e disparou:

“Muita gente duvidou, muitos lutaram contra, mas eu estou aqui, pronto para me entregar e conduzir o estado do Piauí. O Piauí não precisa de divisão, precisa de união e trabalho”, disse Zé Filho.

Agradeceu a Wilson Martins e mais alfinetada

Muito citado no discurso do novo governador, o ex-governador teve seu momento de agradecimento. Zé Filho agradeceu e abraçou Wilson. Contou do aprendizado e citou sua passagem pela vice-governadoria do estado.

“Fui um vice-governador resignado e fiel, sempre respeitando o limite de um vice”, destacou.

O discurso de continuidade foi reforçado e por fim, mais uma alfinetada com uma frase de Ghandi: “Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam e então você vence”, foi a frase final de seu discurso.

Atualizada às 11h23 

Encerrada a cerimônia de posse, na Assembleia Legislativa, o governador Antônio José de Moraes Souza, o Zé Filho, agora segue com o agora ex-governador Wilson Martins para a transmissão do cargo no Palácio de Karnak.

Atualizada às 11h13

O governador Zé Filho começou seu discurso na tribuna da Alepi. Em suas palavras, lembrou e agradeceu a seus pais por ter chegado onde chegou. “Cheguei até aqui sem passar por cima de ninguém", repetiu ele, prometendo não medir esforços à construção de um Estado mais justo, dedicando atenção especial aos que mais precisam.

Zé Filho falou ainda que vai trabalhar para concluir as obras já iniciadas, incluindo o rodanel e as duplicações das BRs. Aos deputados estaduais, ele pediu união, independentemente de ideologia ou partido político. À bancada federal, pediu ajuda para tirar do papel obras estruturantes como a BR 222 o porto de Luís Correia e a Transordestina. "Preciso do auxílio de cada um dos deputados para conseguir ajudar os que mais precisam, por isso, deixemos as desavenças de lado nesse intuito".

 

Atualizada às 10h45

Wilson Martins chegou acompanhado da esposa Lílian Martins, conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Piauí. Wilson Martins falou aos jornalista presentes que o sentimento que tem no momento “é uma mistura de alegria, satisfação e dever cumprido por ter governado o estado do PI”.

O Prefeito de Teresina, Firmino Filho e o presidente do Tribunal de Justiça, Raimundo Eufrásio, também estão presentes na solenidade, além de vereadores, autoridades militares e militantes PSDB e PSB.

 

Notícia original 

O governador Wilson Martins encontra-se neste momento na sessão extraordinária da Assembléia Legislativa do Piauí para ler sua Carta de Renúncia. O governador irá transmitir o cargo para o atual vice, Antônio José de Moraes Souza Filho, para poder disputar a vaga ao Senado Federal nas eleições deste ano.

Zé Filho também está presente na solenidade, acompanhado pela família. Após essa sessão, o vice Zé Filho será empossado. O novo governador terá uma mandato de cerca e oito meses. 

Os únicos discursos que serão feitos acontecerão na segunda sessão: um pelo presidente da Assembleia Legislativa, Themístocles Filho; e o outro, pelo novo governador, onde este apresentará suas metas e planejamentos para seu governo. Após isso será encerrada a sessão. A transmissão do cargo acontecerá no Palácio de Karnak.

Na sede do Executivo, o ex-governador Wilson Martins já estará aguardando, para passar a faixa de governador a Zé Filho. O cerimonial do Palácio de Karnak irá preparar toda a estrutura para receber o novo governador, iniciando pelo ato de revista à tropa, que acontecerá em frente ao palácio.

Um grupo de concursados da polícia civil faz um protesto em frente à Assembleia reivindicando a nomeação de novos policiais.